Demissões em massa nas gigantes: o que esperar do futuro? (Parte 01)

Demissões em massa nas gigantes o que esperar do futuro (Parte 01)

Você se lembra que no início da pandemia ocorreu um boom de contratações nas empresas de tecnologia? Quem imaginou que, dois anos depois, haveria uma onda de demissões em massa nas gigantes?

Twitter, Meta, Amazon, Apple e Microsoft precisaram, juntas, desligar aproximadamente 12 mil funcionários em 2022. As demissões em massa nas gigantes podem ser um importante sinal para o futuro do mercado de trabalho. É preciso estar atento.

Crescimento dos negócios digitais durante a pandemia

Nos primeiros meses da pandemia de Covid-19 houve um imenso alavancar de demissões e contratações. Enquanto os setores mais comuns desligavam seus colaboradores, as gigantes mundiais de tecnologia contratavam funcionários.

A necessidade fez com que a ocasião demonstrasse algo que, pouco tempo depois, revelou-se insustentável. Nos primeiros meses da pandemia, serviços de tecnologia e delivery se tornaram os pilares da economia. Além deles, logicamente, o setor de saúde também.

Empresas como Amazon e Magalu, por exemplo, vivenciaram momentos de crescimento com o isolamento social. A opção pelo marketplace, associado ao cumprimento de curtos prazos de entregas facilitaram a vida de muita gente.

Além disso, muitas pessoas passaram a trabalhar com esses segmentos, criando seus próprios negócios nestas plataformas. Empreendedores compreenderam que, em muitos casos, é melhor iniciar um negócio diretamente pelo delivery.

Além disso, serviços de streaming, internet banking e outras funcionalidades tecnológicas também tiveram avanço. A digitalização, o crescimento da intensidade competitiva e uma nova geração de consumidores foram tendências que influenciaram esse movimento.

A pergunta, então, é: porque depois de tanto crescimento, o mundo hoje vê acontecer demissões em massa nas gigantes? Algumas causas prováveis podem ser observadas como fatores importantes.

Por que está ocorrendo demissões em massa nas gigantes de tecnologia?

Existem algumas razões que podem explicar as demissões em massa nas gigantes. Em primeiro lugar, porque praticamente todas as atividades foram reativadas nos padrões pré-pandemia.

Viagens, turismo, atrações culturais e outras situações que foram proibidas, tiveram sua retomada. Sendo assim, muitas pessoas ainda preferem adquirir produtos e serviços in loco, sem o intermediário tecnológico.

Portanto, enquanto contratavam, as Bigtechs estavam cumprindo com uma demanda existente para aquele momento. E como toda empresa, conforme as coisas foram voltando ao normal, as demissões em massa nas gigantes passaram a acontecer.

A lua-de-mel das gigantes de tecnologia com as contratações parece ter chegado ao fim. Principalmente por conta da queda na lucratividade, conforme observado pelos números a seguir:

  • Alphabet (proprietária do Google): lucro líquido de US$ 13,9 bilhões (último trimestre). Os dados representam uma queda de 26,5% nos lucros em relação ao mesmo período de 2021;
  • Apple: com US$ 90,1 bilhões, a empresa bateu o recorde de receita, crescimento de 8%. O lucro líquido no período analisado foi de US$ 20,7 bilhões, representando avanço de 4% na comparação anual.

O cenário macroeconômico de inflação global em alta, geram uma percepção de risco nos investimentos em tecnologia. Somado a isso, sem a necessidade massiva do ecommerce, há uma forte tendência e necessidade em reorganização dos negócios.

Outro fator relevante é a crise econômica mundial, provocada pelos resultados da pandemia e das incertezas financeiras. A guerra da Ucrânia também é um motivo de atenção, já que exportações foram impedidas para diversos locais da Europa.

No próximo artigo da Hora do Empreendedor, vamos continuar falando sobre as demissões em massa nas gigantes. Falaremos dos casos de Twitter e Meta, por exemplo, e o que leva seus gestores a optarem pelos desligamentos. 

Publicado por Ibraim Gustavo

Ibraim Gustavo: Jornalista, pós-graduado em Marketing e MBA em Comunicação e Mídia. Possui formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). Empreendedor, sócio-fundador e COO da Freestory.

3 comentários em “Demissões em massa nas gigantes: o que esperar do futuro? (Parte 01)

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