Como as empresas devem se comportar diante de uma crise

Como as empresas devem se comportar diante de uma crise

Como as empresas devem se comportar diante de cenários de crise vividos pelas empresas ao longo dos últimos dois anos? 

A crise, que afetou diretamente todos os setores e o mercado de trabalho, também é de responsabilidade das empresas.

A crise deixou o mundo de ponta-cabeça

A responsabilidade de superar a crise foi tema de uma pesquisa da Deloitte, uma das maiores autoridades mundiais no assunto.

A publicação 10 Ações Para Empresas Diante de Uma Pandemia, foi desenvolvida pensando na crise que afetou o mercado.

O estudo tem como foco ajudar diversos atores do empreendedorismo mundial, como:

  • Empresas;
  • Empresários;
  • Diretores e C-levels;
  • Colaboradores;
  • Demais stakeholders.

A proposta é a busca por soluções de problemas advindos da crise atual, sem se esquecer de que outras poderão surgir. 

Praticamente da noite para o dia, milhares de empresas e profissionais no mundo todo precisaram mudar completamente sua rotina.

Seja no trabalho ou na própria vida, todos estavam em busca de tentar segurar as portas abertas, e na luta pela manutenção dos empregos

A crise desestabilizou desde pequenos comerciantes, até grandes players, que se viram de joelhos diante de um inimigo invisível.

O vírus não é uma ameaça apenas à vidas, mas também à economia, mercados, empregos e nações inteiras.

Muitas tomadas de decisões importantes precisaram ser feitas a toque de caixa. Entre elas:

  • Urgência na alteração de legislações em diversos países do mundo;
  • Contratos precisaram ser revistos;
  • Multas por não pagamento foram suspensas;
  • Observamos um controle parcial para não haver demissões em massa, caso contrário, o caos generalizado seria instaurado.

Tudo isso, dentro de tempos recordes, jamais vistos em períodos de estabilidade, sanitária e econômica.

E, sem saber lidar ou adaptar-se a todas essas ligeiras transformações, empresas dos mais diversos setores se viram sem grandes complicações.

Os anos de 2020 e 2021 foram num redemoinho de desinformação e preocupações sem fim.

Ciente desse quadro, a Deloitte criou um documento que visa colaborar com grandes empresas e pequenos comerciantes ao redor do mundo.

Pontos de preocupação para empresas que vivenciam crises

Entre alguns dos principais pontos, destacam-se: a necessidade imediata de se estabelecer equipes de tomada de decisões de emergência. 

O planeta não sabe precisar quando, de que ordem (sanitária, financeira, situações de guerra, ambiental) e em que proporções se darão as crises no futuro.

Sendo assim, a Deloitte afirma que é de extrema urgência a criação de comitês para avaliação de crises e estabelecimento de formas de superá-las.

Segundo a empresa, esses comitês serviriam “para definir os objetivos a serem alcançados e criar um plano de emergências”.

Além disso, os profissionais que atuariam nele devem contribuir “nas decisões que podem ser tomadas o mais rápido possível em diferentes situações”.

A partir desse comitê, algumas questões devem ser levantadas:

  • Avaliar os riscos e esclarecer mecanismos de resposta a emergências;
  • Desenvolvimento de planos e divisão de trabalho, que darão, efetivamente, continuidade aos projetos baseados em planos de contingência de emergências ou em planos de sustentabilidade de negócios.

A empresa como parte responsável 

A prática de responsabilidade social e gerenciamento de partes interessadas é fator primordial para as empresas.

Toda marca que almeja vender para consumidores mais preocupados com questões de saúde pública, proteção ao meio ambiente e justiças sociais deve se atentar a isso.

Em momentos de crise, como no surgimento de uma pandemia mundial, essas questões ganham ainda mais relevância.

Especialmente quando o desemprego de milhares de pessoas passa a ser uma ameaça constante.

Outro ponto relevante do documento é a criação de um plano de gestão de dados dos profissionais.

Ele garantiria a segurança e confidencialidade de informações, com um banco de dados capaz de assegurar a estabilidade das operações da empresa.

O plano de gestão oferece também suporte e monitoramento de toda a rede e de ferramentas tecnológicas.

Elas estariam embutidas nos processos da companhia e no trabalho dos colaboradores e das equipes. 

Por fim, o estabelecimento de um banco de dados atualizado dos funcionários e demais profissionais envolvidos com a empresa.

Desta forma, a empresa garante mais facilidade ao acesso à informações sobre a saúde de cada stakeholder.

Todavia, a observância quanto à segurança desses dados é indispensável, respeitando os direitos individuais.

Outras atitudes que as empresas devem observar para contornar crises, são:

  • O estabelecimento de um mecanismo positivo de comunicação de informações para todos os stakeholders;
  • A busca incessante pela manutenção do bem-estar físico e mental dos funcionários;
  • O desenvolvimento de soluções para um relacionamento próximo e eficiente com os clientes.

Outras ações que empresas podem tomar

Completam a lista das 10 ações para empresas diante de uma pandemia: 

  • O foco em planos de resposta a riscos da cadeia logística de suprimentos; 
  • A consideração de possíveis ajustes no orçamento e planos de implantação, planejamento de fluxo de caixa das empresas; 
  • A constante melhoria dos mecanismos de gestão de risco.

O documento da Deloitte, que está disponível no site oficial da companhia, traz diversas reflexões para o empreendedor que deseja sair mais forte desta crise.

Além disso, o estudo contribui para o empreendedor se preparar para uma eventual crise no futuro.

Publicado por Ibraim Gustavo

Ibraim Gustavo: Jornalista, pós-graduado em Marketing e MBA em Comunicação e Mídia. Possui formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). Empreendedor, sócio-fundador e COO da Freestory.

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